COP30 de R$ 5 bilhões, um vexame amazônico

Um evento de R$ 5 bilhões que virou um vexame amazônico

A COP30, esperada como a conferência que colocaria o Brasil no centro da diplomacia ambiental mundial, acabou marcada por caos organizacional, infraestrutura improvisada, falhas graves de logística, protestos, incêndio, atraso nas negociações e uma avalanche de críticas da imprensa internacional.

COP30 como a “COP da vergonha”

O que deveria ser o grande palco para firmar o país como liderança climática global terminou como um dos maiores constrangimentos diplomáticos da história recente.

O investimento ultrapassou R$ 5 bilhões, mas o resultado foi tão decepcionante que já se fala na COP30 como a “COP da vergonha”.


Belém sem condições de sediar um evento desse porte

Belém é uma cidade importante culturalmente, mas sabidamente sem infraestrutura para receber mais de 50 mil participantes de todo o mundo, incluindo chefes de Estado, delegações técnicas, cientistas e órgãos internacionais.

Os problemas foram sentidos desde o primeiro dia:

  • aeroportos sobrecarregados

  • transporte público colapsado

  • filas intermináveis

  • hotéis sem vagas e com preços extorsivos

  • ruas com obras inacabadas

  • fornecimento instável de água e energia

A promessa de uma COP sustentável não resistiu à realidade.


Preços exorbitantes de comida e água

Relatos generalizados de participantes indicam que:

  • garrafas de água chegaram a ser vendidas por R$ 18

  • refeições simples custavam R$ 80 a R$ 120

  • hospedagens triplicaram de preço

  • serviços básicos ficaram inacessíveis

Para muitos delegados estrangeiros, o custo de sobrevivência na COP30 tornou-se absurdo e essa percepção foi amplamente repercutida na mídia internacional.


COP “sustentável” com 160 geradores a diesel

Uma das principais bandeiras do governo era fazer a “COP mais verde da história”.
O que se viu foi o contrário:

  • mais de 160 geradores movidos a diesel funcionando continuamente

  • sistemas elétricos instáveis

  • locais improvisados

  • emissão massiva de CO₂ durante o evento

Pior: até mesmo o barco-hotel de luxo usado pelo presidente e pela primeira-dama consumia 150 litros de diesel por hora.

A contradição pegou muito mal lá fora.


Protestos, tensão e incêndio na área oficial da COP

A chamada Blue Zone, que deveria ser a área mais segura e organizada do evento, registrou:

  • protestos de indígenas

  • manifestações de grupos ambientalistas

  • queixas de exclusão e falta de diálogo

  • um incêndio que paralisou os trabalhos por mais de seis horas

O episódio expôs fragilidades sérias na segurança e organização, gerando manchetes negativas no mundo todo.


Pressões globais e constrangimento internacional

Enquanto o Brasil tentava liderar o discurso sobre redução no uso de combustíveis fósseis, na prática:

  • a Rússia

  • a Arábia Saudita

  • a China

  • a Índia

  • e outros países exportadores

travaram qualquer avanço significativo.

Em paralelo, Colômbia e Holanda reuniram um grupo de 30 países e anunciaram uma Conferência Internacional para a Eliminação Progressiva dos Combustíveis Fósseis, a ser realizada na Colômbia em 2026.

O anúncio durante a COP30 foi visto como um tapa diplomático, demonstrando falta de liderança do Brasil no tema.


Pavilhão da Ciência Planetária às moscas

Era para ser um dos destaques da COP30.
Virou um espaço vazio, sem público, mal divulgado e praticamente ignorado pelos participantes.

O contraste entre o discurso de ciência e tecnologia e a falta de estrutura real não passou despercebido pelos analistas internacionais.


Greenpeace: “o texto final é praticamente inútil”

As principais ONGs ambientais do mundo criticaram duramente o documento final:

  • sem metas vinculantes

  • sem cronograma concreto

  • sem compromisso financeiro real

  • sem estratégia para descarbonização

O Greenpeace afirmou que o texto era “praticamente inútil”.
Outras organizações falaram em “retrocesso perigoso”.

Nenhuma definição robusta sobre financiamento climático, um dos pontos centrais da COP.


A derrocada da imagem do Brasil como liderança ambiental

O presidente apostava que a COP30 seria o “grande momento do Brasil”.
Mas:

  • discursos vazios

  • contradições sobre petróleo

  • fracasso em organizar o evento

  • repercussão negativa global

  • falta de resultados concretos

transformaram essa expectativa em uma queda acelerada de prestígio internacional.

A pergunta que fica é: como ocultar um vexame dessa proporção?


O vexame de R$ 5 bilhões

O custo final, estimado em mais de R$ 5 bilhões, levantou sérias questões:

  • para onde foi tanto dinheiro?

  • por que a infraestrutura parecia improvisada?

  • por que empresas suspeitas receberam contratos milionários?

  • por que não houve planejamento antecipado?

Um dos contratos mais polêmicos envolveu uma empresa investigada por irregularidades, que recebeu mais de R$ 4 milhões do governo.

A imprensa internacional classificou o evento como:

  • “mal organizado” (Le Monde)

  • “caro e desastroso” (Financial Times)

  • “um dos piores anfitriões da história da COP” (The Guardian)

A reputação do Brasil foi profundamente abalada.


E lembre-se, uma COP que deixou mais perguntas do que respostas

A COP30 chegou ao fim sem avanços reais, sem compromissos fortes e sem novas metas climáticas.

O que ficou foi:

❌ o vexame organizacional
❌ as críticas internacionais
❌ a falta de resultados diplomáticos
❌ o gasto bilionário
❌ a contradição ambiental
❌ a queda no prestígio do país

E a pergunta ecoa: como um evento de R$ 5 bilhões conseguiu produzir tão pouco e ainda manchar a imagem do Brasil?

A COP30 era a chance de mostrar liderança.
Virou um símbolo de desperdício, improviso e desorganização.

Deixe seu comentário abaixo! Sua história pode ser a inspiração que faltava para outro leitor do Soniaideias.com!

Por Sonia Maria Custodio dos Santos Advogada e Editora-Chefe do Soniaideias.com. Focada em trazer sabedoria prática para uma vida plena e consciente.

Fale conosco: contato@soniaideias.com | Siga-nos no Facebook!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima